Feminismos
“Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo
A definição “basicona” da Wikipedia é boa o suficiente para este texto. Estudiosos, na sua maior parte estudiosAs, dividem os movimentos feministas em três “ondas”: a primeira no final do sec. XIX/início do sec. XX, a segunda nos anos 60/70 (Starhawk alguém?) e a terceira da década de 90 até hoje. Como uma pessoa que já estudou bastante as questões de gênero, digo que isso também não é importante para este texto. Este texto é sobre a percepção de uma mulher sobre as um feminismo estranho que anda por aí.
Bruxas, wiccanas, cristãs e atéias na sociedade ocidental carregam consigo seus sutiãs queimados lá da segunda onda (tendo ou não vivido essa época). E o que isso causa? Causa um feminismo doido… No qual as oprimidas viram opressoras – mas ué? A meta não era de direitos equânimes?? Pois é…
Hoje, no trabalho, uma mulher deu a entender que no recente caso de assassinato de uma criança pela (ex)amante do pai, o pai era o culpado, pois ele teve em primeiro lugar a amante. Deuses! Então os culpados das próprias mortes são os pais de Suzane von Richthofen, pois se não tivessem tido uma filha em primeiro lugar isso jamais teria acontecido?!? “Peralá!” Corporativismo feminino é uma coisa, mas isso beira o absurdo.
Quantas vezes você (especialmente se você é mulher) já não ouviu que o homem é que é o “safado” quando ele tem uma amante? Será que essa pobre mulher, que sabe que o homem é casado, foi persuadida de tal forma, obrigada, forçada a se relacionar com esse homem? Não é falso moralismo, em um relacionamento (seja ele qual for), todas as pessoas envolvidas nesse relacionamento são responsáveis. Inclusive as mulheres.
E divagando sobre isso, me voltei para as neo-pagãs, no grupo religioso que me incluo, e pensei de novo na segunda onda… Ah! O sagrado feminino! A Deusa que veio para contrabalançar o Deus do patriarcado! O patriarcado malvado! Feio! Bobo! Chato! Focando um pouquinho mais, percebo que alguns grupo wiccanos, ou de bruxas (como elas se denominam), ficaram lá nos anos 60, 70, quando a Deusa era auto-suficiente, mais improtante do que o Deus. – mas ué? A meta não era de direitos equânimes?? Pois é…
E assim se criaram mulheres que porque descobriram que o feminino é sagrado, começaram a acreditar também que é o mais sagrado, mais importante, melhor. Criaram então, embora elas neguem o que chamo de Jesus-de-saias: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA! Uma Deusa “que é amor”, uma Deusa que é amor, mas menospreza seu consorte – e então suas sacerdotisas e sacerdotes (e pasmem alguns homens também acompanham isso!) minimizam o homem e o próprio sagrado masculino.
Eu aprendi com o meu companheiro de vida, sacerdote dos mesmos Deuses que os meus, que o universo tende ao equilíbrio, que as forças agem como pêndulos: O pêndulo foi do patriarcado opressor de Jeová, já chegamos ao matriarcado opressor da “GRANDE DEUSA DE 10000 NOMES”, una e poderosa como Jeová, Jesus-de-saias. Vocês que tiveram a paciência de ler esse devaneio até aqui, não acham que está na hora do pêndulo descer e se acalmar? Que tal vivermos o equilíbrio dos sagrados masculino e femininos, equilíbrio tão lindo, da onde temos todos, homens e mulheres, tanto que aprender?
Fica a dica. 😉